Entender como um bom café é avaliado é extremamente importante para que o brasileiro saiba a qualidade do café que está levando para casa
Naquele dia cansativo, uma boa xícara de café ajuda, e muito, não é mesmo? Essa bebida está amplamente presente na cultura brasileira e faz parte da vida de milhões de pessoas ao redor do globo. Desde o despertar da manhã até aquele período de relaxamento e reflexão à tarde, um copo de café alegra o dia. Mas será que todos os amantes dessa bebida energética sabem como eles são avaliados? Essa informação é importante para quem preza pelo sabor de qualidade de um bom café.
Para determinar a qualidade de um café especial, por exemplo, muitos elementos são avaliados. Essa avaliação minuciosa começa desde a textura e aroma e acaba com um bom gole para conseguir, na prática, conferir outros aspectos da bebida. Para entender cada detalhe do processo de classificação, siga com a leitura! Mas antes de aprofundar no assunto, entenda o que é a classificação do café.
O que é o ato de classificar o café?
Classificar um café vai além de apenas saber se ele é bom ou ruim. Trata-se de um processo detalhado, realizado por especialistas que conhecem profundamente a bebida, seu gosto na mais pura forma e seu cheiro.
O objetivo é determinar a qualidade do grão, levando em conta uma série de critérios que vão muito além do simples paladar. Para isso, há um método especial, conhecido como escala de pontuação, que vai de 0 a 100 pontos. Por meio dessa escala, o café é avaliado em diferentes categorias, como aroma, sabor, acidez, corpo e equilíbrio.
Um café que obtém nota acima de 80 pontos é considerado “especial”. Isso significa que ele possui características sensoriais superiores, sendo a escolha perfeita para aqueles que apreciam uma boa xícara de café e estão dispostos a pagar mais por isso. Por outro lado, cafés com pontuações mais baixas podem ser considerados não tão atraentes, e, consequentemente, possuem preço baixo, sendo mais acessível.
A importância da metodologia de cupping
Agora que já foi possível entender o que é a classificação do café, será abordado o cupping, a metodologia usada para realizar essa avaliação. O cupping é um processo padronizado, onde os provadores, conhecidos como “Q-Graders”, avaliam os grãos do café. Mas como isso funciona na prática?
Primeiramente, os grãos são moídos de forma homogênea e dispostos em diferentes recipientes. Em seguida, é adicionada água quente para permitir que o café libere seus aromas e sabores. Então, os especialistas passam a cheirar e provar o café, analisando cuidadosamente cada um dos critérios que foi mencionado anteriormente.
O aroma é um dos primeiros aspectos a ser avaliado. Um bom café deve ter um aroma rico e complexo, capaz de despertar os sentidos e antecipar uma experiência de sabor satisfatória. Esse cheiro, que pode variar desde notas florais e frutadas até nuances mais terrosas e achocolatadas, já dá uma pista sobre a qualidade do grão.
Depois, vem o sabor, que é onde o café realmente mostra seu valor. Aqui, os provadores buscam identificar uma série de notas que compõem o perfil do café, como frutas, especiarias, chocolate, entre outras. Um café de classe especial deve ter um sabor harmonioso, que não seja excessivamente amargo ou ácido, mas que apresente um equilíbrio agradável entre todas essas nuances.
A acidez é bem importante aqui, mesmo sendo uma característica que muitos associam a vinhos, ela tem peso na classificação do café. Mas, ao contrário do que o nome sugere, a acidez não tem nada a ver com um sabor desagradável. Na verdade, ela é responsável por trazer brilho e vivacidade ao café, sendo muitas vezes comparada à acidez encontrada em frutas cítricas.
Um café com boa acidez é refrescante e deixa uma sensação agradável no paladar. Então, agora que entendeu o processo de classificação, basta procurar por um bom café com pontuação acima de 90 pontos para experimentar o que tem de melhor nessa bebida.





